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O2W (Coisa de Mulher)
03/11/2009

Maturidade saudável


O conceito de que correr não tem idade pode ser comprovado durante a menopausa, quando o exercício se torna o grande aliado da mulher


Por Rodrigo Gerhardt

Em geral em torno dos 50 anos, o ovário esgota sua capacidade de ovular e a produção de estrógeno cai, dando fim à menstruação e marcando a entrada na menopausa, motivo de preocupação para muitas mulheres pelos sintomas nada agradáveis que a ela estão associados.

Além das ondas de calor, instabilidade emocional, aumento de peso, dores nos músculos e articulações, perda óssea e ressecamento vaginal são outros problemas. Esses sintomas se iniciam no período pré-menopáusico, que pode durar de seis meses a alguns anos. Nesse período, a mulher passa a menstruar de forma irregular, duas vezes em um mês e depois ficando até 30 dias sem menstruar.

Não à toa, cresce o número das adeptas à terapia de reposição hormonal. No entanto, uma rotina de exercícios –e a corrida surge como a melhor opção–, pode ser a grande aliada da mulher. “O exercício não diminui a queda hormonal, mas atua diretamente na atenuação dos sintomas pela ação das endorfinas que a atividade física produz. Se feito durante o sol matinal, se torna ainda mais benéfico contra a perda de massa óssea”, diz Amanda Athayde, presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Veja a seguir os principais benefícios:

Controle do peso
Apesar de a maioria das mulheres na menopausa relatarem aumento de peso, estudos mostram que o peso corporal cresce de maneira uniforme da terceira a sétima década de vida, sem nenhuma aceleração no período do climatério. O aumento de massa gorda durante esta fase pode estar relacionado a:
- Redução da atividade física;
- Redução do metabolismo em torno de 1% a 2% por década. Esta redução também está associada a perda de massa muscular nesta fase;
- Aumento da ingestão calórica, que também está associada à redução do metabolismo. Em estudos com macacos, cientistas da Universidade de Oregon observaram que a redução de hormônio promove aumento da ingestão calórica em 67%.

O exercício aumenta o gasto calórico e aumenta a massa muscular, acelerando o metabolismo e facilitando a perda de peso. Segundo a fisiologista e professora da universidade inglesa de Worcester Liane Beretta, um estudo feito com mulheres altamente treinadas de 18 a 69 anos, na Universidade de Maryland, em Baltimore, não encontrou diferenças no percentual de massa magra entre as diferentes faixas etárias. Ele apontou que a taxa metabólica em repouso era mais próxima entre as mulheres ativas de diferentes idades, mostrando que quando a mulher na menopausa se mantém ativa ela consegue manter a mesma massa muscular e taxa metabólica de uma mulher mais nova.

Efeitos psicológicos
A depressão não é mais frequente no climatério do que em outros períodos de vida da mulher. No entanto várias mulheres relatam alterações de humor e ansiedade com a menopausa, o que pode estar relacionado às ondas de calor, e consequentemente à alteração do sono, com períodos de insônia. O exercício pode trazer benefícios a estes sintomas por aumentar o estado de alerta durante o dia e melhorar a qualidade do sono.

Câncer de mama
Estudos mostram que a redução do risco de câncer de mama por meio do exercício é mais eficaz em mulheres pós-menopausa do que nas mulheres pré-menopausa. “O exercício intenso pode reduzir a distribuição de gordura superior, associada ao avanço da idade, em consequência da redução dos níveis de estradiol que essas mulheres apresentam. E níveis menores de estradiol podem reduzir a chance desse câncer”, explica o endocrinologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, Rui Ferriani.

Redução das ondas de calor
De acordo com um estudo feito na Universidade de New Castle, na Australia, com 1.600 mulheres, as que não se exercitam apresentaram uma frequência de ondas de calor duas vezes maior do que as que se exercitavam.

Prevenção da osteoporose
Nos Estados Unidos, 80% das pessoas que apresentam osteoporose são mulheres. A perda de massa óssea resulta de uma combinação de falta de exercício, uma dieta pobre em cálcio e deficiência de estrógeno, sendo esta última o principal fator. As estratégias para prevenção da osteoporose incluem reposição hormonal, exercício e suplementação de cálcio. Estudos mostram que atividades de impacto e a musculação podem gerar um aumento de até 40% da massa óssea.. “Um estudo feito por 12 meses com 200 mulheres na menopausa mostrou que as que caminhavam 12 km por semana apresentavam uma maior densidade óssea do que as que andavam menos de 1,6 km por semana”, diz Liane Beretta.

Prevenção de doenças cardíacas
O risco de doença cardíaca se acentua profundamente após a menopausa porque o estrógeno induz alterações na concentração de lipídios (gorduras) e alterações vasculares. E, como se sabe, a corrida é uma forma eficaz de se prevenir de doenças cardíacas. Um estudo feito na Suécia, com 1.500 mulheres entre 38 e 60 anos mostrou que as mulheres que se mantinham ativas durante as horas de lazer apresentavam um risco três vezes menor de doenças coronárias.




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Comentários

Comecei aos 48 anos - acabo de completar 54a. - se Deus quiser, Ele há de querer....Não vou parar nunca !!
Enviado por Eliane Vogelaar, Santos
Sem dúvida, correr é td de bom... comecei aos 38 e n parei mais .....
Enviado por Rosana, SP



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